
Cidade gigante sol viril vertiginosa,
aqui estou em teu corpo-ventre,
em tua beleza genital,
em tua lama de medicina,
na tua barba de flores,
em teus lábios doces
de cidade arrebatadora e cortesã
Aqui teci minhas fêmeas,
meus cabelos e minha música,
o ar das montanhas mais que vivas,
as ardentes canções que tu cantas
Diamantes submersos
nos lençóis aquáticos da pátria de Cassiano Ricardo,
pátria minha e de tantos outros irmãos e irmãs
O leite dos seios dela ainda cá está
nutrindo as vidas que em mim carrego,
falo de um cidade, de uma mulher,
de muitas mulheres de seios deliciosos
Vivendo o Novo Horizonte de novos galos,
de novas flores, casas, pessoas e florestas
Vivendo nos vultos da noite
centro de todas claridades e negritudes
Vivendo a serena soma de meus pés com os teus
Aqui fecundei minhas fêmeas,
meus cabelos e minha música,
o avental e o açucareiro,
os primeiros e os últimos livros,
poemas de paus enormes e vaginas lindas erreganhadas
para o amor dos faunos
(edu planchêz)

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