Cores da primeva manhã do meu e do teu amor:
mato de prata,
rastros luminosos da lua de sandalo e almíscar,
versos lilazes de Florbela Espanca,
vestidos brancos usados por Creópata e Sônia Braga
No azul e no vermelho despejo as lágrimas
que ora me cobrem,
vos digo que quem perdeu o poder de ver cores compreênde
esse absurdo desaguar
Choro as cores que vi desde minha infância,
desde a infância da terra,
desde de a infância do fogo
Cores que nunca vi mas que sempre me viram,
são pontos perdidos nos céus?
(edu planchêz)
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